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Benfica de Macau, a primeira equipa macaense a mostrar-se ao continente asiático

Benfica de Macau escreveu, na passada quarta-feira, uma das mais belas páginas da história do futebol macaense. Pela primeira vez, um clube daquele país, que está tão longe, mas ao mesmo tempo tão próximo de Portugal, competiu na fase de grupos das competições asiáticas. E a forma como o fizeram não podia ser mais brilhante, mas já lá vamos. Para os próximos confrontos espera, esta equipa, repleta de portugueses, o desconhecido, é que os outros dois adversários do grupo são da Coreia do Norte.

Dominar o futebol em Macau é algo a que o Benfica tem conseguido nos últimos anos. As águias macaenses conquistaram os últimos quatro campeonatos e estão lançadas para o penta: numa liga jogada a 18 jornadas, o Benfica lidera, à sexta jornada, com 18 pontos, ou seja, seis vitórias em outros tantos jogos. Têm mais cinco pontos do que o segundo classificado, o Sporting de Macau. O objetivo seguinte era partir à conquista do continente asiático. Mas as coisas não estavam fáceis.

O clube já tinha participado em duas fases preliminares da AFC Cup, o equivalente à LIga Europa, mas viu-se eliminado em ambas as ocasiões. Desta feita a qualificação foi conseguida de forma direta e o primeiro jogo foi diante do Fu Jen Universidade Católica, do Taiwan, em Macau. O jogo até começou mal, disse Vítor Almeida, ao Bancada, que “foi resultado da ansiedade”, é que “o clube e as gentes de Macau esperaram por este jogo durante anos”. O defesa-central é apenas um no meio de muitos portugueses que compõem o plantel do Benfica de Macau, liderado por um português, Bernardo Tavares.

A estreia de uma equipa macaense nas competições internacionais estava a caminhar para o fracasso – o Fu Jen Universidade Católica ganhava 2-0 ao intervalo -, mas no final de contas quem poderia pedir mais a estes jogadores? Já muito fizeram eles ao aqui chegar, certo? Errado. Nada disso. O descanso fez maravilhas à equipa e com a palestra de Bernardo Tavares chegou a tranquilidade. O pior já tinha passado, só restava desfrutar do momento, afinal, não se joga uma competição internacional todos os dias.

E foi isso mesmo que fizeram os jogadores do Benfica na segunda parte. Desfrutaram de tal maneira que saíram com a vitória no final dos 90 minutos. Pois é. Pergunte a Carlos Leonel o quanto ele desfrutou do jogo na segunda parte. O avançado português marcou, já depois de Gilchrist Nguema ter reduzido, os dois golos que valeram a vitória e logo diante dos próprios adeptos, cerca de 1500, disse Carlos Leonel ao Bancada. “Aqui o futebol ainda está pouco enraizado, mas vai crescer, e este foi o momento ideal para a nossa afirmação”, analisou o madeirense que está em Macau há três anos.

E agora, o que espera este grupo de jogadores? Não sabem. Porquê? Porque os próximos adversários do Benfica de Macau na AFC Cup são da Coreia do Norte e como o Vítor e o Carlos explicaram ao Bancada a preparação do jogo tem sido feita um pouco às cegas. “Não é fácil ter acesso aos vídeos destas equipas”, por isso a preparação está limitada aos dados estatísticos que vão chegando. “Em relação ao outro jogo, entre as duas equipas norte-coreanas, só sabemos que o golo do 25 de Abril (!!!) foi marcado já perto do fim pelo capitão”, explicou Vítor Almeida.

A viagem à Coreia do Norte está a ser encarada com muita expectativa pela armada portuguesa que espera poder continuar escrever, a letras douradas, esta nova página da história do futebol macaense. Chegar onde nunca ninguém havia chegado já ninguém tira a esta rapaziada e nós, aqui, vamos continuar a acompanhar esta aventura portuguesa em terras asiáticas.

Clique aqui para ler esta notícia no Bancada.

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